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terça-feira, 29 de março de 2011

Quimera






Por que tanta felicidade?
Idade chegando,
levando vaidade,
verdade morrendo,
temendo paisagem;
ainda assim, felicidade?

Ainda vivo a morte de tantos;
prantos molham os ditos que crivo.
Eterno retorno,
eterno refluxo
entrava garganta,
entala linguagem;
ainda assim, poeta, felicidade?

Sim, pois vagueio curioso na praça
- mesmo em desgraça atrás de desgraça.
Amanhã chegará,
me trará a maçã
de um rosto covarde;
Ainda assim, felicidade!

Posto que não sinto pernas
e já nem detenho ar,
os bicos-de-pena
desenham tão ricos
o que há do presente
e clareiam-me os dentes;
eis, para mim, felicidade!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sobre Viver


Por motivos externos
esterno vai-se aos poucos
socos profundos 
o levam pro fundo do poço.

Os frangalhos,
como cartas de baralho,
ditam os outros ossos
que não suportarão 
os esforços na lida.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Renascer


O pó vermelho do blush
Não me esconde as marcas de tapa
E nem quero; sei ser safa.
Enquanto o mundo finge que escapa
Me libero; tenho asas
Visíveis apenas para amantes
De plumas e tecidos flamejantes
A fênix renasce sempre antes
De quem espera vê-la rente a um tanque.

Amor, por favor, não se frustre
Meu blush é conforto, não embuste!

Poema em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
 
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